quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

Noventa e dois anos de falecimento do Antoninho (Antônio da Rocha Marmo)

 Hoje o Céu está em festa e nós aqui na terra também.

Há noventa e dois anos Antoninho partia para o Céu.

O Céu ganhou um Anjo e nós ganhamos um Santo.

Que lá do Céu Antoninho interceda por nós e abençoe cada um de nós. 🙏🏼


quarta-feira, 19 de outubro de 2022

104 anos do nascimento de Antonio da Rocha Marmo, Antoninho

 


Hoje é dia de festa: festa no Céu e festa aqui na terra. Comemoramos hoje 104 anos do nascimento do Antoninho.  Bendito seja o dia que Antoninho nasceu. Um presente nos foi dado: um menino escolhido por Deus. Enquanto Antoninho viveu na terra, ele foi profeta, foi amigo, foi missionário, foi conselheiro, foi santo. Bendita seja a família do Antoninho. 

Não tivemos o privilégio de conhecê-lo pessoalmente mas temos conhecimento do seu legado, de suas obras realizadas aqui na terra. Que agora no Céu por nós ele interceda e a gente aqui na terra espalhe essa devoção pra que mais pessoas conheçam a vida e as obras do Antoninho. Que futuramente ele se torne um Santo da Igreja porque sabemos que santo ele foi e é. Parabéns, Antoninho. 👏🏼👏🏼👏🏼 🙏🏼🙂🎉🎊🎈🎂🎀🎁

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

91 anos de Antoninho no Céu

 



19 de dezembro de 1930, dois dias antes da morte de Antoninho, como última prova de seu esforço, ele quis organizar o seu presépio, a fim de que Jesus Menino o viesse buscar para o Natal do Paraíso. 

Sua mãe vendo-o assim e não se conformando com aquela grande dedicação e devido à sua saúde frágil, levou-o para a cama a fim de que repousasse um pouco.

Em obediência à sua mãe, deitou-se para jamais se erguer.


Dia 20 de dezembro, pela manhã, a  carinhosa Superiora da Santa Casa de Misericórdia sabendo que Antoninho estava mal, foi visitá-lo. Aproximando-se do leito, perguntou-lhe:

Antoninho, você quer receber hoje Jesus e seus Santos Sacramentos?

É esse o meu maior desejo, respondeu-lhe Antoninho. 

Solicitada a presença do Frei Angelo de Rezende, que foi apressadamente, armaram um altarzinho, trouxeram lindas flores. Ele mesmo da cama dirigia a ornamentação.

O Frei administrou-lhe o Santo Viático e a Extrema Unção, dando-lhe, por fim, a bênção pontifícia.

Antoninho, de mãos postas junto ao peito, olhos fechados, passou doces momentos dialogando com Jesus.

Como demorava em sua oração, Frei Angelo achava que Antoninho já tivesse partido para o Céu. Tocou-lhe levemente no ombro e Antoninho abrindo os olhos, disse-lhe:

Estou rendendo graças a Deus!

Antoninho chamando sua mãe, pediu-lhe que providenciasse um automóvel para levar Frei Angelo mas que não o deixasse ir sem antes tomar uma xícara de café bem gostoso. 

Em dado momento pediu um pouco de água e depois disse:

Que linda estrada...atapetada de flores...como são belas!...Quantos anjos! Olha, minha mãe: alguns tocam...outros sorriem!...Convidam-me para acompanhá-los...Que belo cortejo!...Eu vou, mamãe...Vou...sim...Vejo um clarão!...Um vulto se aproxima!...Olha, mamãe...é meu vovôzinho...o pai da senhora!...


Dia 21 de dezembro amanhecera lindo.

Antoninho chamou seu pai. Vendo-o acabrunhado, disse-lhe: Não quero que chore...vá barbear-se...O pobre homem animando-se, foi satisfazer aquele desejo de seu querido filho, retornando logo depois para junto dele.

Antoninho vendo-o retornar, exclamou muito contente: Agora sim.

No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antonio. 

Antoninho pediu a uma parenta que fosse comprar dois castiçais. Vendo os objetos, não se agradou deles. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou: Agora sim! Santo Antonio merecia coisa melhor!

Pedindo que acendessem duas velas e as pusessem como homenagem ao seu Santo, explicou: Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!

Dito isso, entrou em agonia...lenta...dolorosa... De vez em quando dizia: Estou cansado...preciso repousar...

Seus olhos já não viam, mas não se despregavam dos entes queridos que iriam ficar na mais cruel desolação. Deixou escorrer pela face suas últimas e sentidas lágrimas. 

Antoninho erguendo a face num derradeiro esforço, a todos ofereceu um belo sorriso...Depois um ligeiro tremor de lábios, sua última expressão de vida! 

Nesse instante  envolvera-o um círculo de significante e surpreendente  luz, disseram os que estavam mais próximos dele.

Estava morto! Eram 23 horas e 30 minutos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Aniversário do Antoninho

 Hoje o Céu está em festa e nós aqui na terra também. É o dia do seu aniversário. Parabéns, querido Antoninho. 🎊🎉🎈🎁🎇🎆🎂😇🙌🙏🏼


sábado, 21 de dezembro de 2019

21 de dezembro de 1930: morte de Antonio da Rocha Marmo: Antoninho

19 de dezembro de 1930, dois dias antes da morte de Antoninho, como última prova de seu esforço, quis organizar o seu presépio, a fim de que Jesus Menino o viesse buscar para o Natal do Paraíso. 
Sua mãe vendo-o assim e não se conformando com aquela grande dedicação e devido à sua saúde frágil, levou-o para a cama a fim de que repousasse um pouco.
Em obediência à sua mãe, deitou-se para jamais se erguer.

Dia 20 de dezembro, pela manhã, a  carinhosa Superiora da Santa Casa de Misericórdia sabendo que Antoninho estava mal, foi visitá-lo. Aproximando-se do leito, perguntou-lhe:
Antoninho, você quer receber hoje Jesus e seus Santos Sacramentos?
É esse o meu maior desejo, respondeu-lhe Antoninho. 
Solicitada a presença do Frei Angelo de Rezende, que foi apressadamente, armaram um altarzinho, trouxeram lindas flores. Ele mesmo da cama dirigia a ornamentação.
O Frei administrou-lhe o Santo Viático e a Extrema Unção, dando-lhe, por fim, a bênção pontifícia.
Antoninho, de mãos postas junto ao peito, olhos fechados, passou doces momentos dialogando com Jesus.
Como demorava em sua oração, Frei Angelo achava que Antoninho já tivesse partido para o Céu. Tocou-lhe levemente no ombro e Antoninho abrindo os olhos, disse-lhe:
Estou rendendo graças a Deus!
Antoninho chamando sua mãe, pediu-lhe que providenciasse um automóvel para levar Frei Angelo mas que não o deixasse ir sem antes tomar uma xícara de café bem gostoso. 
Em dado momento pediu um pouco de água e depois disse:
Que linda estrada...atapetada de flores...como são belas!...Quantos anjos! Olha, minha mãe: alguns tocam...outros sorriem!...Convidam-me para acompanhá-los...Que belo cortejo!...Eu vou, mamãe...Vou...sim...Vejo um clarão!...Um vulto se aproxima!...Olha, mamãe...é meu vovôzinho...o pai da senhora!...

Dia 21 de dezembro amanhecera lindo.
Antoninho chamou seu pai. Vendo-o acabrunhado, disse-lhe: Não quero que chore...vá barbear-se...O pobre homem animando-se, foi satisfazer aquele desejo de seu querido filho, retornando logo depois para junto dele.
Antoninho vendo-o retornar, exclamou muito contente: Agora sim.
No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antonio. 
Antoninho pediu a uma parenta que fosse comprar dois castiçais. Vendo os objetos, não se agradou deles. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou: Agora sim! Santo Antonio merecia coisa melhor!
Pedindo que acendessem duas velas e as pusessem como homenagem ao seu Santo, explicou: Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!
Dito isso, entrou em agonia...lenta...dolorosa... De vez em quando dizia: Estou cansado...preciso repousar...
Seus olhos já não viam, mas não se despregavam dos entes queridos que iriam ficar na mais cruel desolação. Deixou escorrer pela face suas últimas e sentidas lágrimas. 
Antoninho erguendo a face num derradeiro esforço, a todos ofereceu um belo sorriso...Depois um ligeiro tremor de lábios, sua última expressão de vida! 
Nesse instante  envolvera-o um círculo de significante e surpreendente  luz, disseram os que estavam mais próximos dele.
Estava morto! Eram 23 horas e 30 minutos.


domingo, 11 de agosto de 2019

Amor filial

Era notório o profundo afeto que Antoninho tinha para com seu pai e sua mãe. A mínima percepção de tristeza neles era causa de sofrimento em Antoninho que procurava de todos os modos auxiliá-los.
Era ele também o confidente e o guia máximo da família. Os conselhos que dava, todos aceitavam. 
Seu pai que ocupava um cargo de grande responsabilidade e que, por isso se expunha sempre aos graves perigos, foi muitas vezes favorecido pelas preces do fervoroso amiguinho de Jesus. 
Certo dia, Antoninho percebeu que os punhos da camisa de seu pai estavam amassados, e julgando ser ele a causa, pelos gastos que dava com a sua longa enfermidade, pensou em dar-lhe um presente. Retirou de um cofrezinho toda a economia que tinha juntado e comprou algumas camisas. Não foi sem grande comoção que seu pai recebeu enorme presente! 




terça-feira, 9 de julho de 2019

Antoninho e a devoção a Nossa Senhora da Saúde



"Conta-se que Antoninho quando morava em São José dos Campos, perto da casa dele existia um armazém. Um dia ele entrou e disse:
-- Olha. Eu quero comprar uma estampa de Nossa Senhora da Saúde. 
Aí o vendedor disse:
-- Eu não tenho aqui.
Antoninho falou:
-- Tem.
O vendedor disse:
-- Antoninho, eu tô dizendo que eu não tenho.
Antoninho respondeu:
-- Tem e está naquela prateleira.
O vendedor ficou um pouco incomodado, subiu e estava lá a estampa. Achou a estampa."

Relato de Alfredo de Camargo - advogado.

* Estampa adquirida por Antoninho da Rocha Marmo que está exposta no Memorial dedicado a ele, que está instalado ao lado da Capela Nossa Senhora da Saúde no hospital Antoninho da Rocha Marmo em São José dos Campos, SP


Caso Verdade falando sobre Antoninho

Caso Verdade sobre Antônio da Rocha Marmo (Santo Antoninho)



Vídeos 👇

Parte 1:

Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:


Parte 5:


Parte 6:


Parte 7:


Parte 8:


Parte 9:


Parte 10:



Parte 11:



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Santo Antônio e Santo Antoninho

Antônio da Rocha Marmo, Santo Antoninho era muito devoto de Santo Antônio.  Recebeu o nome em homenagem a Santo Antônio, foi batizado no dia de Santo Antônio (13/junho/1920) na Paróquia de Santo Antônio do Pary (conforme imagem de sua Certidão de Batismo).
"O amor de Santo Antônio pelo sofrimento  próprio  fez com que Antoninho lhe imitasse as virtudes.

Antoninho antes de morrer, pediu que acendessem duas velas a Santo Antônio, dizendo que logo que as mesmas se extinguissem, iria com o seu Santo para o Céu:
No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antônio. Antoninho pediu a uma parenta que fosse comprar dois castiçais, sendo satisfeito nesse seu desejo. Vendo os objetos, não se agradou dos mesmos. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou: «Agora sim! Santo Antônio merecia coisa melhor.!»
Pedindo que acendessem duas velas e se pusessem como homenagem ao seu santo, explicou: «Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!»
Morto Antoninho, vestiram-no com o seu melhor fato, o qual só havia usado uma vez. No entanto, quis a Providência Divina que ele fosse sepultado indumentado com o hábito de São Francisco, assim como fora vestido Santo Antônio. A Antoninho sobrepuseram ao terno o burel de franciscano, não lhe faltando nem o lírio, flor simbólica da inocência."




sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Últimos instantes de vida e Morte de Santo Antoninho

Últimos instantes de vida e morte de Santo Antoninho

No dia 19 de dezembro, dos dias antes de sua morte, Antoninho quis realizar pela última vez o seu presépio, a fim de que Jesus Menino o viesse buscar para o Natal do Paraíso. Trabalhava com grande ânimo e paciência, como se fora dotado da mais robusta saúde, ele, cujo organismo já se desfazia, golpeado por uma moléstia que, indiferente aos recursos médicos, lhe fora tão cruel. Sua mãe vendo-o assim e não se conformando com aquela suprema dedicação, levou-o para a cama, a fim de que repousasse um pouco.
Em obediência ao desejo materno, deitou-se para jamais se erguer. Seus pensamentos, porém, numa elevação edificante, procuravam insistentemente a direção do céu e, por isso, seus lábios não acessavam, numa contínua manifestação de amor, ofertando a Deus as suas derradeiras preces.

Raiava a aurora no dia 20 de dezembro, véspera da sua morte corporal. Pela manhã, a carinhosa superior a da Santa Casa de Misericórdia, acompanhada de outras religiosas, sabendo que Antoninho passara extremamente mal, foram visitá -lo. Ele, assim que as viu, foi tomado de intensa alegria!
A superior A aproximando-se do leito, segredou-lhe: "Antoninho, você quer receber hoje a Jesus e seus Santos Sacramentos?"
" É esse o meu maior desejo", respondeu-lhe Antoninho.
Solicitada a presença do franciscano Frei Ângelo de Rezende, que não se fez esperar, armaram um altarzinho; trouxeram lindas flores! Ele mesmo, da cama, dirigia a ornamentação, pois queria que, ao entrar Jesus, tudo estivesse adornado com o mais requintado gosto. Apenas entrará o sacerdote, disse: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!"
"Para sempre seja louvado", respondeu o franciscano que, em seguida, administrou-lhe o santo viático e a extrema unção, dando-lhe, por fim, a bênção pontifícia.
Antoninho, de mãos postas junto ao peito, olhos fechados, passou doces momentos em conversa com Jesus!
Sua ação de graças e intimidade com Jesus, que muito se prolongará, fez o Frei Ângelo pensar que a alma de Antoninho já tivesse se elevado ao Céu.
O sacerdote para ter certeza, tocou-lhe levemente no ombro. Ele, abrindo então os olhos, fitou-o, e disse: "Estou rendendo graças a Deus!"
E continuou rezando...
Depois exclamou: "Jesus, muito vos amo! Fazei de mim o que vos aprouver! Estou pronto!"
Os assistentes, tomados de profunda comoção, puseram-se a chorar!

Antoninho chamando sua mãe, pediu-lhe que providenciasse um automóvel para reconduzir Frei Ângelo, e que não o deixasse sair sem que primeiro tomasse uma xícara de café bem gostoso
Ao se retirar o frei, Antoninho solicitou -lhe que lançasse sua bênção a todos os presentes. Não se esqueceu também de recomendar que matassem com uma fita branca o ramo destinado a aspergir a água. Em estado de perfeita lucidez, distribuía a todos o seu angélico sorriso.

Em determinado momento, pediu um pouco de água e depois disse: "Que linda estrada... atarefada de flores... como são belas!... Quantos anjos! Olha, minha mãe: alguns tocam... outros sorriem!... Convidam-me para acompanhá -los... Que Belo cortejo!... Eu vou, mamãe... Vou... sim... Vejo um clarão!... Um vulto se aproxima!... Olha, mamãe... É meu vovôzinho.. O pai da senhora!..." Antoninho não chegara a conhecer o avô mas, pelos sinais que então dava aos presentes, todos entenderam que ele não estava enganado. O menino entretem-se em conversa com ele; depois, sorridente, termina: "Sim... Eu direi a ela!... Como está lindo!..."
Perguntado sobre o que tinha visto e dito, explicou: "Ele manda dizer à vovó uma coisa a respeito de um negócio que eu depois direi a ela. Mandem chamar a vovó."
No dia seguinte, assim que viu a sua querida avozinha, começou: "O vovô quando moço, caiu de um caminhão quando trabalhava e quebrou uma costela. (Esse acontecimento somente sua avó o sabia). Ele disse me que não me impressionadas com minha magreza, porque os fracos neste mundo, são quase sempre escolhidos para confundirem os fortes." Terminou esclarecendo à avó como deveria agir para solucionar seus negócios que a deixavam muito nervosa e preocupada. (Eram assuntos reservados, que somente ela os sabia).
A pobre senhora, não se contendo, afastou-se, pondo-se a chorar detidamente.
Antoninho ia perdendo cada vez mais as forças. Chamou seu pai e, vendo-o acabrunhado, disse-lhe: "Não quero que chore... Vá barbear-se... O pobre homem animando-se, foi satisfazer aquele desejo de seu querido filhinho, após o que voltou para junto dele.
Antoninho vendo-o retornar, exclamou muito contente: "Agora sim!"
No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antônio.
Antoninho pediu a uma parente que fosse comprar dois castiçais, sendo satisfeito nesse seu desejo. Vendo os objetos, não se agradou dos mesmos. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou; "Agora sim! Santo Antônio merecia coisa melhor!" Pedindo que acendessem duas velas e as pusessem como homenagem ao seu santo, explicou: "Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!"
Dito isso, entrou em agonia... lenta... dolorosa... De vez em quando dizia: "Estou cansado... Preciso repousar..."
Seus olhos já não viam, mas não se desprendiam dos entes queridos que iriam ficar na mais cruel desolação. Deixou então que realizassem pela face, suas últimas e sentidas lágrimas.

Antoninho erguendo a face num derradeiro esforço, a todos abrangeu num amplo sorriso... Depois... um ligeiro tremor de lábios, sua última expressão de vida!
Estava morto!
Nesse instante, envolvera-o um halo de significante e surpreendente luz, disseram os que mais próximos dele se achavam.
Eram 23 horas e 30 minutos. 


domingo, 23 de agosto de 2015

Antoninho e o pássaro


Antoninho e o Pássaro



A muito tempo escuto uma história, que não sai de minha cabeça, nela Antoninho já era conformado com a própria morte. Depois acabei sabendo que isso já chegou a ser passado na Rede Globo, em um programa que passava há muitos anos atrás sempre no período da manhã, era um programa que mostrava fatos reais. Bem, voltando ao assunto.

Minha avó Leonor, sempre me dizia o seguinte: 
Antoninho já muito doente ( com a tuberculose ) em mais uma de suas tentativas de consolar sua mãe (desesperada) perguntou se o passarinho que cantava em uma árvore próximo deles, viesse e pousasse em seu dedo, se ela assim acreditaria que sua morte era realmente vontade de Deus. Sua mãe deu um sorriso e diante dos fatos, acabou afirmando. Antoninho então, levantou o dedo e o passarinho mais que certeiramente, veio em sua direção e acabou pousando em seu dedo.

Outra Versão: 
Alguns dizem outra coisa, dizem que na verdade ele teria pegado ração de pássaro, colocado em uma das mãos, e deixando a outra vazia. E perguntado a sua mãe, se ela acreditaria que seria vontade de Deus que ele morresse, se o pássaro pousasse na mão vazia, sua mãe teria sorrido, e dito "Oh Antoninho, ela vai pousar na mão em que tem a ração". Antoninho levantou as duas mãos, e o pássaro parou em cima da mão vazia.




A história, claro que com o tempo vai mudando uma conta uma coisa, outro escuta outra, um coloca um fato, outro complementa... isso não importa, o importante realmente é a fé que a pessoa tem, é a convicção, é a devoção, até porque ambos os casos relatos acima, então na mesma, vão de um lugar ao outro. Minha avó Leonor, é a única pessoa da família do Antoninho que ainda encontra-se viva, ela é a única pessoa da família que teve um contato com Antoninho, quem ouviu o nosso menino, que falou com o nosso menino. Espero que Deus continue dando forças para que ela continue entre nós por muitos e muitos anos, afinal, ainda temos muito o que saber sobre o nosso menino Antoninho, e ela é a única pessoa que pode passar esses dados.






sexta-feira, 21 de junho de 2013

Diante da sepultura do Antoninho

Fotografias tiradas por mim  (autor do Blog) diante da sepultura do Antoninho no dia 12 de maio de 2007




Fiquei sabendo sobre Santo Antoninho através do programa da Sônia Abrão na Rede Tv. Assistindo sobre a vida de Santo Antoninho passei a admirá-lo e imitá-lo, além de propagar a devoção a ele.
Em uma oportunidade que tive de ir para São Paulo na visita do Papa Bento XVI ao Brasil, ficando quase uma semana lá, aproveitei um dia livre e sozinho fui até o Cemitério da Consolação, sem saber se pegaria a rua errada, apenas tendo em mente( não no papel) um mapa previamente preparado com o seguinte trecho: Avenida Dr. Arnaldo onde eu estava hospedado - Avenida Paulista - Avenida Consolação... seguindo pela Avenida Dr Arnaldo em direção à Avenida Paulista, sabia que a primeira travessa era a Rua Consolação. Seguindo esse percurso cheguei até o Cemitério da Consolação e encontrei o túmulo do Antoninho através da informação que obtive de uma senhora que lavava uma sepultura.
Fiquei por muito tempo diante da sepultura dele admirando e rezando e tirando fotos, é claro, sem ser interrompido por alguém que também passasse por ali.
Agradeci a Santo Antoninho por aquele momento só meu que ele me deu.

terça-feira, 16 de abril de 2013

O grande devoto da Virgem Santíssima


O Grande Devoto da Virgem Santíssima



Sendo Antoninho devoto do S. Coração de Jesus, não podia deixar de ter também um acendrado amor à Nossa Senhora.

Ela era alvo das ternuras de seu coração. Pronunciava respeitosamente o seu Santo Nome; beijava sua imagem com sincero afeto. Trazia consigo, sempre, diversas estampas da Virgem. Como vimos nosso pequeno nasceu no meu de Outubro, consagrado a Nossa Senhora do Rosário. Sua devoção especial pelo santo terço só veio a comprovar essa ternura. Era belo vê-lo ensinando as crianças a rezar o Rosário.

Antoninho tinha uma particularidade: rezava em voz alta como se conversasse. Expunha seus pedidos; manifestava com singeleza todo o seu afeto e desejos. Então dizia "Ó minha Mãe! Quizera ser um anjo do céu para poder estar sob o Vosso manto e gozar da Vossa doce presença! Quizera que as estrelas que Vos adornam, mascassem com a sua luz o Vosso Santo Nome em meu coração."

Quantas vezes desejava ser ele uma flor perfumosa e linda para desfolhar-se sobre o santo altar da Virgem!

O dia mais belo de sua vida, o da Primeira Comunhão, realizou-o sob a proteção da Virgem, quando a igreja festeja solenemente seu Santo Natal.

Em São José dos Campos comprara um terreno na estrada de rodagem S. Paulo-Rio, no qual pretendia erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Saúde, cuja imagem já havia adquirido. Dizia sempre que sendo ali uma estância de saúde, todos aqueles que a procurassem deveriam preliminarmente se colocar sob a proteção valiosa da Santíssima Virgem. Desde pequenino, ao deitar-se queria antes de conciliar o sono ouvir o canto: "Com minha Mãe estarei, na Santa glória um dia.", para depois responder "No céu, no céu, com minha Mãe estarei". Cântico que, ao expirar, fez questão de ouvir calado por sua mãe.

Extasiava-se ao contemplar o firmamento, nos dias azulinhos e nas noites bordadas de estrelas. Isso lembrava-lhe, dizia, as belezas e a glória de Maria!
SATIABOR CUM APPARUERIT GLORIA TUA!

Certa vez pediu a um amigo engenheiro que lhe desenha-se as estrelas de primeira grandeza.
Seu amigo achava que de todas as estrelas que cintilavam no céu, ele era a mais fulgurante e que iria figurar entre aquelas que brilham na coroa da Virgem.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não acenda velas neste túmulo


Não Acenda Velas Neste Túmulo



Sem dúvida alguma, esse site só tem algumas coisas únicas devida a ajuda de Leonor Rocha Ferreira. 
O que levo em consideração não é por ser, ou deixar de ser parente de Antoninho... e sim pela vasta informação que ela nos passa, sendo única.

Até gostaria de ter contato com algum dos "amiguinhos" que ele teve em vida, não tenho dados suficientes que provem quem é ou não, quem conviveu com ele ou não.

Pois bem, mais uma informação que minha avó me passou hoje 27/11/2007.




Parte esquerda do túmulo de Antoninho da Rocha Marmo 

"Cris, você sabe que antigamente, eu me lembro pois minha tia Sinhá ( mãe de Antoninho ) contava, que logo que as pessoas começaram a ver que ele era santo, elas acendiam muitas velas lá no túmulo. E muitas pessoas acabavam caindo no chão, algumas não conseguiam ficar de pé, porque a vela derretia, e a cera acabava cobrindo o chão todo. Não era uma camada única, eram diversas camadas de cera, por isso que colocaram aquela placa no túmulo dizendo para não acenderem velas naquele túmulo".




Sempre favorecido


Sempre Favorecido



Onde quer que fosse Antoninho era sempre bem recebido. Entrando certa vez em uma loja, deparou com um automovelzinho com o preço de 150$000 ( na época os preços eram assim ). Não tendo aquela quantia, disse ao caixa ( naquela época caixeiro ) :

- As coisas estão ruins, o senhor bem que podia deixar por 90$000.
O caixa não discutiu, e entregou-lhe imediatamente o carrinho.

Em outra ocasião, um parente de Antoninho, acabou por ir visitá-lo, esquecendo de levar os apetrechos de barbear, Antoninho foi a uma loja para adquiri-los. Um senhor que ali se encontrava vendo-o, ordenou particularmente ao caixa que o atendesse, mas deixasse a despesa que fizesse por sua conta. Assim, Antoninho pôde sem nada despender, presentear o parente com um belo estojo de barba.

Em outra situação quis possuir uma escrivaninha e foi a uma casa de móveis, encontrando inteiramente uma do seu agrado. Mas faltava o dinheiro necessário para adquirir aquela escrivaninha que custava 500$000. Como tivesse esperança de conseguir o restante então disse:

- Até a tarde hei de obterá soma de que necessito. 
Não passando nem uma hora, eis que chega de São Paulo, sua madrinha que fora de visitá-lo, a qual lhe entregara um envelope contendo uma cédula de 50$000, curiosamente, o que faltava a Antoninho para poder realizar a compra de sua escrivaninha.

Estas são apenas algumas das diversas histórias que temos com o decorrer do tempo, estaremos sempre dando continuidade a estas seções, assim que formos lembrando de mais fato.




A primeira missa


A primeira Missa



Por ocasião da primeira missa de um neo-sacerdote, a família de Antoninho fora convidada para assisti-la, pois o novo levita, quando menino, recebera do pai de Antoninho palavras de estímulo à sua incipiente vocação. No dia solene da Missa, Antoninho madrugou, acordando toda a família. Sua mãe fez-lhe ver que era muito cedo ainda. Ele não se deu por vencido, só ficando satisfeito quando todos se puseram de pé para irem à matriz de Sant’Ana. Uma vez no templo, esperou pela hora solene.

Terminada a missa, sentou-se o novo levita para a cerimônia do beija-mão. Recorda-se ainda ele, que a todos relata comovido, o seguinte fato: Antoninho de joelhos, tomou-lhe as mãos, beijando-as e não satisfeito ainda, atira-se ao colo abraçando-o demoradamente, sendo preciso que sua mãe lhe advertisse, dizendo:
- Você assim amarrota os paramentos do Padre

O sacerdote acrescenta que sentiu nessa ocasião, qualquer coisa inexplicável, a ponto de chegar a chorar. Esse fato que acabou comovendo a todos, é comentado até os dias atuais. O maior desejo de Antoninho era ser padre, para viver, como ele dizia ao lado de Jesus e na maior intimidade. Queria trabalhar na seara do Senhor, cheio de fé, leal e desassombradamente. Perguntaram-lhe certa vez em que ordem religiosa queria professar, ele levado pelo zelo na salvação das almas, respondeu que desejava pertencer ao clero secular, porque os sacerdotes, no seio do povo, possuem campo vastíssimo para um maior apostolado.

O sofrimento indispensável que sempre os acompanha nas lutas do ministério, era ardentemente desejado por Antoninho.

Desse-lhe um dia uma pessoa da sua família:
- Antoninho, se você for vigário terá que ir para longe de nós.
Ele prontamente respondeu :
- Não faz mal, nesse caso irão todos comigo.





Promessa cumprida


Promessa Cumprida



Antoninho era um crente. Fazia promessas e sabia cumpri-las. Certa vez, chegando o padeiro, Antoninho recebeu-o como de costume. Gostava muito de conversar e ensinar aos humildes os princípios da fé. O padeiro era um de seus ouvintes cotidianos e que muito o estimava. Quando ele vinha, Antoninho subia na boléia da carrocinha e ficava ali, até que ele voltasse para depois darem um pequeno passeio pelas proximidades. Numa dessas ocasiões, ia acontecer um grave desastre.

Não se sabe como, provavelmente só saberemos quando subirmos e pudermos conversar com o nosso pequeno, mas o fato é que, o cavalo se espanta, não sabemos com o que, e sai em desabalada carreira pela ladeira abaixo. O padeiro não conseguiria de  jeito nenhum alcançar a carroça, a carroça que rodava sempre com o nosso pequeno Antoninho.

De súbito, como que por encanto o animal estaca imediatamente, sob os olhares atônitos de todos que já contavam com uma inevitável desgraça.

O milagre claro que se realizava “Antoninho prometerá à Santa Cruz 22 velas para graça alcançada, mal sabiam todos que esse número devia assinalar o dia de seu sepultamento!“

Esse fato deu-se em Santana, sendo a santa cruz local a receptora dessa homenagem.




Previsão


Previsão



Enfermara a superiora da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Como se agravasse o seu estado, a avó e a mãe de Antoninho resolveram levar-lhe seu preito de sincera amizade, e para lá se dirigiram em companhia do nosso menino que nessa época estava com cinco anos de idade. Ao entrarem no portão da Santa Casa, a mãe de Antoninho considerou “quem será a nova Superiora quando deixar de existir Madre Agueda!” Antoninho apresentou-se, dizendo “É aquela que vai do lado direito”. Referindo-se a uma das duas religiosas que naquele momento tomavam a entrada principal do Hospital.

Sua mãe, muito admirada, perguntou-lhe: “Como é que você pode saber e ainda mais se aquelas duas irmãs estão de costas!”
Por curiosidade, resolveram então alcança-las. Antoninho que correra adiante tocou com a mão na que lhe parecia, e disse : “É esta”.

A religiosa voltou-se e reconhecendo as recém-chegadas, cumprimentou-as.



Nossa Senhora Com o Retrato de Antoninho da Rocha Marmo 

A mãe de Antoninho disse-lhe: está é Mère Eugenie e já é superiora do Hospital de Taubaté, e depois voltando-se para a religiosa pormenorizou aquele breve incidente. A irmã, a quem Antoninho via pela primeira vez, sorriu dizendo: “Eu estou chegando agora, em visita a Superiora doente”, e discretamente despediu-se. Baldados foram os esforços dos dedicados clínicos da Santa Casa. A Superiora, com grande pesar de todos, veio a falecer. A dor cobriu de luto a benemérita Congregação de S. José e a Santa Casa, que a 26 de agosto de 1923 perdia uma de suas mais dedicadas auxiliares que, na direção do nosso maior hospital, prestara trabalhos de longos anos. A família de Antoninho sentiu muito a falta da boa religiosa. Cada vez que nisso se falava, Antoninho insistia dizendo que a irmã que ele vira no jardim seria a nova superiora. Passaram-se alguns dias, sendo escolhida a nova superiora. A mãe de Antoninho, chamando-o, perguntou-lhe:

“Quem é a nova Superiora!”
- “Ora, mamãe, e Mère Eugenie!”

Todos ficaram surpresos por se realizar o fato conforme a previsão do menino.

Sobre a nova superiora, Antoninho fez algumas revelações que infelizmente deixaremos de reproduzir em respeito ao mesmo que não gostava de se gabar, não gostava de se mostrar. Deixamos esses comentários, para que o nosso menino nós conte quando estivermos UNIDOS NO CÉU!





Pendor profissional 3


Pendor Profissional - III



Um “chauffeur” lidava com a espátula a fim de colocar o pneumático na roda. Antoninho viu-o e, interessando-se por perceber que o “chauffeur” fazia esforços inúteis, aproximou-se e orientou-o de maneira a que fosse bem sucedido.

O homem agradeceu-lhe muito, não se conformando, contudo, de que aquela criança pudesse ter tanta capacidade técnica.

Outras vezes, resolvia casos diversos com grande facilidade. Tudo para ele era de somenos importância o que o tornava algo de grande admiração, por isso o chamavam de MENINO PRODÍGIO.




Pendor profissional 2


Pendor Profissional - II



Certa ocasião quis possuir um violino. Satisfeito em seu desejo, afinou o instrumento e começou a tocar. De repente parou, dizendo :
- Falta a alma deste violino.

Comprou também uma sanfona e também começou a tocar. Um vizinho, sabendo do que se passava, duvidou que uma criança pudesse ter tanta execução sem tirocínio e desconhecendo a música. Como tocasse violão, foi um dia à casa de Antoninho e tirou alguns acordes, tocando propositadamente desafinado.

Antoninho, percebendo-lhe o ardil, tomou o violão e executou o mesmo trecho com perfeição. Depois, aconselhando o incrédulo, disse lhe :
- Nunca mais procure enganar o próximo, isso não se faz.

Certa vez achava-se no consultório e vendo, o dessossego do médico que tentava reparar um aparelho cirúrgico, disse :
- Doutor, deixe que eu arranjo isso.

E o pequeno fez o instrumento funcionar, o médico claro, ficou estupefato, e não conteve uma confirmação :
- Está ai uma coisa que eu não sabia, que você também entendia de mecânica.