domingo, 11 de agosto de 2019

Amor filial

Era notório o profundo afeto que Antoninho tinha para com seu pai e sua mãe. A mínima percepção de tristeza neles era causa de sofrimento em Antoninho que procurava de todos os modos auxiliá-los.
Era ele também o confidente e o guia máximo da família. Os conselhos que dava, todos aceitavam. 
Seu pai que ocupava um cargo de grande responsabilidade e que, por isso se expunha sempre aos graves perigos, foi muitas vezes favorecido pelas preces do fervoroso amiguinho de Jesus. 
Certo dia, Antoninho percebeu que os punhos da camisa de seu pai estavam amassados, e julgando ser ele a causa, pelos gastos que dava com a sua longa enfermidade, pensou em dar-lhe um presente. Retirou de um cofrezinho toda a economia que tinha juntado e comprou algumas camisas. Não foi sem grande comoção que seu pai recebeu enorme presente! 




terça-feira, 9 de julho de 2019

Antoninho e a devoção a Nossa Senhora da Saúde



"Conta-se que Antoninho quando morava em São José dos Campos, perto da casa dele existia um armazém. Um dia ele entrou e disse:
-- Olha. Eu quero comprar uma estampa de Nossa Senhora da Saúde. 
Aí o vendedor disse:
-- Eu não tenho aqui.
Antoninho falou:
-- Tem.
O vendedor disse:
-- Antoninho, eu tô dizendo que eu não tenho.
Antoninho respondeu:
-- Tem e está naquela prateleira.
O vendedor ficou um pouco incomodado, subiu e estava lá a estampa. Achou a estampa."

Relato de Alfredo de Camargo - advogado.

* Estampa adquirida por Antoninho da Rocha Marmo que está exposta no Memorial dedicado a ele, que está instalado ao lado da Capela Nossa Senhora da Saúde no hospital Antoninho da Rocha Marmo em São José dos Campos, SP


Caso Verdade falando sobre Antoninho

Caso Verdade sobre Antônio da Rocha Marmo (Santo Antoninho)



Vídeos 👇

Parte 1:

Parte 2:


Parte 3:


Parte 4:


Parte 5:


Parte 6:


Parte 7:


Parte 8:


Parte 9:


Parte 10:



Parte 11:



quinta-feira, 13 de junho de 2019

Santo Antônio e Santo Antoninho

Antônio da Rocha Marmo, Santo Antoninho era muito devoto de Santo Antônio.  Recebeu o nome em homenagem a Santo Antônio, foi batizado no dia de Santo Antônio (13/junho/1920) na Paróquia de Santo Antônio do Pary (conforme imagem de sua Certidão de Batismo).
"O amor de Santo Antônio pelo sofrimento  próprio  fez com que Antoninho lhe imitasse as virtudes.

Antoninho antes de morrer, pediu que acendessem duas velas a Santo Antônio, dizendo que logo que as mesmas se extinguissem, iria com o seu Santo para o Céu:
No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antônio. Antoninho pediu a uma parenta que fosse comprar dois castiçais, sendo satisfeito nesse seu desejo. Vendo os objetos, não se agradou dos mesmos. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou: «Agora sim! Santo Antônio merecia coisa melhor.!»
Pedindo que acendessem duas velas e se pusessem como homenagem ao seu santo, explicou: «Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!»
Morto Antoninho, vestiram-no com o seu melhor fato, o qual só havia usado uma vez. No entanto, quis a Providência Divina que ele fosse sepultado indumentado com o hábito de São Francisco, assim como fora vestido Santo Antônio. A Antoninho sobrepuseram ao terno o burel de franciscano, não lhe faltando nem o lírio, flor simbólica da inocência."




sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Últimos instantes de vida e Morte de Santo Antoninho

Últimos instantes de vida e morte de Santo Antoninho

No dia 19 de dezembro, dos dias antes de sua morte, Antoninho quis realizar pela última vez o seu presépio, a fim de que Jesus Menino o viesse buscar para o Natal do Paraíso. Trabalhava com grande ânimo e paciência, como se fora dotado da mais robusta saúde, ele, cujo organismo já se desfazia, golpeado por uma moléstia que, indiferente aos recursos médicos, lhe fora tão cruel. Sua mãe vendo-o assim e não se conformando com aquela suprema dedicação, levou-o para a cama, a fim de que repousasse um pouco.
Em obediência ao desejo materno, deitou-se para jamais se erguer. Seus pensamentos, porém, numa elevação edificante, procuravam insistentemente a direção do céu e, por isso, seus lábios não acessavam, numa contínua manifestação de amor, ofertando a Deus as suas derradeiras preces.

Raiava a aurora no dia 20 de dezembro, véspera da sua morte corporal. Pela manhã, a carinhosa superior a da Santa Casa de Misericórdia, acompanhada de outras religiosas, sabendo que Antoninho passara extremamente mal, foram visitá -lo. Ele, assim que as viu, foi tomado de intensa alegria!
A superior A aproximando-se do leito, segredou-lhe: "Antoninho, você quer receber hoje a Jesus e seus Santos Sacramentos?"
" É esse o meu maior desejo", respondeu-lhe Antoninho.
Solicitada a presença do franciscano Frei Ângelo de Rezende, que não se fez esperar, armaram um altarzinho; trouxeram lindas flores! Ele mesmo, da cama, dirigia a ornamentação, pois queria que, ao entrar Jesus, tudo estivesse adornado com o mais requintado gosto. Apenas entrará o sacerdote, disse: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!"
"Para sempre seja louvado", respondeu o franciscano que, em seguida, administrou-lhe o santo viático e a extrema unção, dando-lhe, por fim, a bênção pontifícia.
Antoninho, de mãos postas junto ao peito, olhos fechados, passou doces momentos em conversa com Jesus!
Sua ação de graças e intimidade com Jesus, que muito se prolongará, fez o Frei Ângelo pensar que a alma de Antoninho já tivesse se elevado ao Céu.
O sacerdote para ter certeza, tocou-lhe levemente no ombro. Ele, abrindo então os olhos, fitou-o, e disse: "Estou rendendo graças a Deus!"
E continuou rezando...
Depois exclamou: "Jesus, muito vos amo! Fazei de mim o que vos aprouver! Estou pronto!"
Os assistentes, tomados de profunda comoção, puseram-se a chorar!

Antoninho chamando sua mãe, pediu-lhe que providenciasse um automóvel para reconduzir Frei Ângelo, e que não o deixasse sair sem que primeiro tomasse uma xícara de café bem gostoso
Ao se retirar o frei, Antoninho solicitou -lhe que lançasse sua bênção a todos os presentes. Não se esqueceu também de recomendar que matassem com uma fita branca o ramo destinado a aspergir a água. Em estado de perfeita lucidez, distribuía a todos o seu angélico sorriso.

Em determinado momento, pediu um pouco de água e depois disse: "Que linda estrada... atarefada de flores... como são belas!... Quantos anjos! Olha, minha mãe: alguns tocam... outros sorriem!... Convidam-me para acompanhá -los... Que Belo cortejo!... Eu vou, mamãe... Vou... sim... Vejo um clarão!... Um vulto se aproxima!... Olha, mamãe... É meu vovôzinho.. O pai da senhora!..." Antoninho não chegara a conhecer o avô mas, pelos sinais que então dava aos presentes, todos entenderam que ele não estava enganado. O menino entretem-se em conversa com ele; depois, sorridente, termina: "Sim... Eu direi a ela!... Como está lindo!..."
Perguntado sobre o que tinha visto e dito, explicou: "Ele manda dizer à vovó uma coisa a respeito de um negócio que eu depois direi a ela. Mandem chamar a vovó."
No dia seguinte, assim que viu a sua querida avozinha, começou: "O vovô quando moço, caiu de um caminhão quando trabalhava e quebrou uma costela. (Esse acontecimento somente sua avó o sabia). Ele disse me que não me impressionadas com minha magreza, porque os fracos neste mundo, são quase sempre escolhidos para confundirem os fortes." Terminou esclarecendo à avó como deveria agir para solucionar seus negócios que a deixavam muito nervosa e preocupada. (Eram assuntos reservados, que somente ela os sabia).
A pobre senhora, não se contendo, afastou-se, pondo-se a chorar detidamente.
Antoninho ia perdendo cada vez mais as forças. Chamou seu pai e, vendo-o acabrunhado, disse-lhe: "Não quero que chore... Vá barbear-se... O pobre homem animando-se, foi satisfazer aquele desejo de seu querido filhinho, após o que voltou para junto dele.
Antoninho vendo-o retornar, exclamou muito contente: "Agora sim!"
No quarto sobre a escrivaninha estava a imagem de Santo Antônio.
Antoninho pediu a uma parente que fosse comprar dois castiçais, sendo satisfeito nesse seu desejo. Vendo os objetos, não se agradou dos mesmos. Trocados que foram por outros mais valiosos, Antoninho exclamou; "Agora sim! Santo Antônio merecia coisa melhor!" Pedindo que acendessem duas velas e as pusessem como homenagem ao seu santo, explicou: "Antes que as velas se consumam, eu estarei no Céu!"
Dito isso, entrou em agonia... lenta... dolorosa... De vez em quando dizia: "Estou cansado... Preciso repousar..."
Seus olhos já não viam, mas não se desprendiam dos entes queridos que iriam ficar na mais cruel desolação. Deixou então que realizassem pela face, suas últimas e sentidas lágrimas.

Antoninho erguendo a face num derradeiro esforço, a todos abrangeu num amplo sorriso... Depois... um ligeiro tremor de lábios, sua última expressão de vida!
Estava morto!
Nesse instante, envolvera-o um halo de significante e surpreendente luz, disseram os que mais próximos dele se achavam.
Eram 23 horas e 30 minutos. 


domingo, 23 de agosto de 2015

Antoninho e o pássaro


Antoninho e o Pássaro



A muito tempo escuto uma história, que não sai de minha cabeça, nela Antoninho já era conformado com a própria morte. Depois acabei sabendo que isso já chegou a ser passado na Rede Globo, em um programa que passava há muitos anos atrás sempre no período da manhã, era um programa que mostrava fatos reais. Bem, voltando ao assunto.

Minha avó Leonor, sempre me dizia o seguinte: 
Antoninho já muito doente ( com a tuberculose ) em mais uma de suas tentativas de consolar sua mãe (desesperada) perguntou se o passarinho que cantava em uma árvore próximo deles, viesse e pousasse em seu dedo, se ela assim acreditaria que sua morte era realmente vontade de Deus. Sua mãe deu um sorriso e diante dos fatos, acabou afirmando. Antoninho então, levantou o dedo e o passarinho mais que certeiramente, veio em sua direção e acabou pousando em seu dedo.

Outra Versão: 
Alguns dizem outra coisa, dizem que na verdade ele teria pegado ração de pássaro, colocado em uma das mãos, e deixando a outra vazia. E perguntado a sua mãe, se ela acreditaria que seria vontade de Deus que ele morresse, se o pássaro pousasse na mão vazia, sua mãe teria sorrido, e dito "Oh Antoninho, ela vai pousar na mão em que tem a ração". Antoninho levantou as duas mãos, e o pássaro parou em cima da mão vazia.




A história, claro que com o tempo vai mudando uma conta uma coisa, outro escuta outra, um coloca um fato, outro complementa... isso não importa, o importante realmente é a fé que a pessoa tem, é a convicção, é a devoção, até porque ambos os casos relatos acima, então na mesma, vão de um lugar ao outro. Minha avó Leonor, é a única pessoa da família do Antoninho que ainda encontra-se viva, ela é a única pessoa da família que teve um contato com Antoninho, quem ouviu o nosso menino, que falou com o nosso menino. Espero que Deus continue dando forças para que ela continue entre nós por muitos e muitos anos, afinal, ainda temos muito o que saber sobre o nosso menino Antoninho, e ela é a única pessoa que pode passar esses dados.






sexta-feira, 21 de junho de 2013

Diante da sepultura do Antoninho

Fotografias tiradas por mim  (autor do Blog) diante da sepultura do Antoninho no dia 12 de maio de 2007




Fiquei sabendo sobre Santo Antoninho através do programa da Sônia Abrão na Rede Tv. Assistindo sobre a vida de Santo Antoninho passei a admirá-lo e imitá-lo, além de propagar a devoção a ele.
Em uma oportunidade que tive de ir para São Paulo na visita do Papa Bento XVI ao Brasil, ficando quase uma semana lá, aproveitei um dia livre e sozinho fui até o Cemitério da Consolação, sem saber se pegaria a rua errada, apenas tendo em mente( não no papel) um mapa previamente preparado com o seguinte trecho: Avenida Dr. Arnaldo onde eu estava hospedado - Avenida Paulista - Avenida Consolação... seguindo pela Avenida Dr Arnaldo em direção à Avenida Paulista, sabia que a primeira travessa era a Rua Consolação. Seguindo esse percurso cheguei até o Cemitério da Consolação e encontrei o túmulo do Antoninho através da informação que obtive de uma senhora que lavava uma sepultura.
Fiquei por muito tempo diante da sepultura dele admirando e rezando e tirando fotos, é claro, sem ser interrompido por alguém que também passasse por ali.
Agradeci a Santo Antoninho por aquele momento só meu que ele me deu.