terça-feira, 16 de abril de 2013

O grande devoto da Virgem Santíssima


O Grande Devoto da Virgem Santíssima



Sendo Antoninho devoto do S. Coração de Jesus, não podia deixar de ter também um acendrado amor à Nossa Senhora.

Ela era alvo das ternuras de seu coração. Pronunciava respeitosamente o seu Santo Nome; beijava sua imagem com sincero afeto. Trazia consigo, sempre, diversas estampas da Virgem. Como vimos nosso pequeno nasceu no meu de Outubro, consagrado a Nossa Senhora do Rosário. Sua devoção especial pelo santo terço só veio a comprovar essa ternura. Era belo vê-lo ensinando as crianças a rezar o Rosário.

Antoninho tinha uma particularidade: rezava em voz alta como se conversasse. Expunha seus pedidos; manifestava com singeleza todo o seu afeto e desejos. Então dizia "Ó minha Mãe! Quizera ser um anjo do céu para poder estar sob o Vosso manto e gozar da Vossa doce presença! Quizera que as estrelas que Vos adornam, mascassem com a sua luz o Vosso Santo Nome em meu coração."

Quantas vezes desejava ser ele uma flor perfumosa e linda para desfolhar-se sobre o santo altar da Virgem!

O dia mais belo de sua vida, o da Primeira Comunhão, realizou-o sob a proteção da Virgem, quando a igreja festeja solenemente seu Santo Natal.

Em São José dos Campos comprara um terreno na estrada de rodagem S. Paulo-Rio, no qual pretendia erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora da Saúde, cuja imagem já havia adquirido. Dizia sempre que sendo ali uma estância de saúde, todos aqueles que a procurassem deveriam preliminarmente se colocar sob a proteção valiosa da Santíssima Virgem. Desde pequenino, ao deitar-se queria antes de conciliar o sono ouvir o canto: "Com minha Mãe estarei, na Santa glória um dia.", para depois responder "No céu, no céu, com minha Mãe estarei". Cântico que, ao expirar, fez questão de ouvir calado por sua mãe.

Extasiava-se ao contemplar o firmamento, nos dias azulinhos e nas noites bordadas de estrelas. Isso lembrava-lhe, dizia, as belezas e a glória de Maria!
SATIABOR CUM APPARUERIT GLORIA TUA!

Certa vez pediu a um amigo engenheiro que lhe desenha-se as estrelas de primeira grandeza.
Seu amigo achava que de todas as estrelas que cintilavam no céu, ele era a mais fulgurante e que iria figurar entre aquelas que brilham na coroa da Virgem.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Não acenda velas neste túmulo


Não Acenda Velas Neste Túmulo



Sem dúvida alguma, esse site só tem algumas coisas únicas devida a ajuda de Leonor Rocha Ferreira. 
O que levo em consideração não é por ser, ou deixar de ser parente de Antoninho... e sim pela vasta informação que ela nos passa, sendo única.

Até gostaria de ter contato com algum dos "amiguinhos" que ele teve em vida, não tenho dados suficientes que provem quem é ou não, quem conviveu com ele ou não.

Pois bem, mais uma informação que minha avó me passou hoje 27/11/2007.




Parte esquerda do túmulo de Antoninho da Rocha Marmo 

"Cris, você sabe que antigamente, eu me lembro pois minha tia Sinhá ( mãe de Antoninho ) contava, que logo que as pessoas começaram a ver que ele era santo, elas acendiam muitas velas lá no túmulo. E muitas pessoas acabavam caindo no chão, algumas não conseguiam ficar de pé, porque a vela derretia, e a cera acabava cobrindo o chão todo. Não era uma camada única, eram diversas camadas de cera, por isso que colocaram aquela placa no túmulo dizendo para não acenderem velas naquele túmulo".




Sempre favorecido


Sempre Favorecido



Onde quer que fosse Antoninho era sempre bem recebido. Entrando certa vez em uma loja, deparou com um automovelzinho com o preço de 150$000 ( na época os preços eram assim ). Não tendo aquela quantia, disse ao caixa ( naquela época caixeiro ) :

- As coisas estão ruins, o senhor bem que podia deixar por 90$000.
O caixa não discutiu, e entregou-lhe imediatamente o carrinho.

Em outra ocasião, um parente de Antoninho, acabou por ir visitá-lo, esquecendo de levar os apetrechos de barbear, Antoninho foi a uma loja para adquiri-los. Um senhor que ali se encontrava vendo-o, ordenou particularmente ao caixa que o atendesse, mas deixasse a despesa que fizesse por sua conta. Assim, Antoninho pôde sem nada despender, presentear o parente com um belo estojo de barba.

Em outra situação quis possuir uma escrivaninha e foi a uma casa de móveis, encontrando inteiramente uma do seu agrado. Mas faltava o dinheiro necessário para adquirir aquela escrivaninha que custava 500$000. Como tivesse esperança de conseguir o restante então disse:

- Até a tarde hei de obterá soma de que necessito. 
Não passando nem uma hora, eis que chega de São Paulo, sua madrinha que fora de visitá-lo, a qual lhe entregara um envelope contendo uma cédula de 50$000, curiosamente, o que faltava a Antoninho para poder realizar a compra de sua escrivaninha.

Estas são apenas algumas das diversas histórias que temos com o decorrer do tempo, estaremos sempre dando continuidade a estas seções, assim que formos lembrando de mais fato.




A primeira missa


A primeira Missa



Por ocasião da primeira missa de um neo-sacerdote, a família de Antoninho fora convidada para assisti-la, pois o novo levita, quando menino, recebera do pai de Antoninho palavras de estímulo à sua incipiente vocação. No dia solene da Missa, Antoninho madrugou, acordando toda a família. Sua mãe fez-lhe ver que era muito cedo ainda. Ele não se deu por vencido, só ficando satisfeito quando todos se puseram de pé para irem à matriz de Sant’Ana. Uma vez no templo, esperou pela hora solene.

Terminada a missa, sentou-se o novo levita para a cerimônia do beija-mão. Recorda-se ainda ele, que a todos relata comovido, o seguinte fato: Antoninho de joelhos, tomou-lhe as mãos, beijando-as e não satisfeito ainda, atira-se ao colo abraçando-o demoradamente, sendo preciso que sua mãe lhe advertisse, dizendo:
- Você assim amarrota os paramentos do Padre

O sacerdote acrescenta que sentiu nessa ocasião, qualquer coisa inexplicável, a ponto de chegar a chorar. Esse fato que acabou comovendo a todos, é comentado até os dias atuais. O maior desejo de Antoninho era ser padre, para viver, como ele dizia ao lado de Jesus e na maior intimidade. Queria trabalhar na seara do Senhor, cheio de fé, leal e desassombradamente. Perguntaram-lhe certa vez em que ordem religiosa queria professar, ele levado pelo zelo na salvação das almas, respondeu que desejava pertencer ao clero secular, porque os sacerdotes, no seio do povo, possuem campo vastíssimo para um maior apostolado.

O sofrimento indispensável que sempre os acompanha nas lutas do ministério, era ardentemente desejado por Antoninho.

Desse-lhe um dia uma pessoa da sua família:
- Antoninho, se você for vigário terá que ir para longe de nós.
Ele prontamente respondeu :
- Não faz mal, nesse caso irão todos comigo.





Promessa cumprida


Promessa Cumprida



Antoninho era um crente. Fazia promessas e sabia cumpri-las. Certa vez, chegando o padeiro, Antoninho recebeu-o como de costume. Gostava muito de conversar e ensinar aos humildes os princípios da fé. O padeiro era um de seus ouvintes cotidianos e que muito o estimava. Quando ele vinha, Antoninho subia na boléia da carrocinha e ficava ali, até que ele voltasse para depois darem um pequeno passeio pelas proximidades. Numa dessas ocasiões, ia acontecer um grave desastre.

Não se sabe como, provavelmente só saberemos quando subirmos e pudermos conversar com o nosso pequeno, mas o fato é que, o cavalo se espanta, não sabemos com o que, e sai em desabalada carreira pela ladeira abaixo. O padeiro não conseguiria de  jeito nenhum alcançar a carroça, a carroça que rodava sempre com o nosso pequeno Antoninho.

De súbito, como que por encanto o animal estaca imediatamente, sob os olhares atônitos de todos que já contavam com uma inevitável desgraça.

O milagre claro que se realizava “Antoninho prometerá à Santa Cruz 22 velas para graça alcançada, mal sabiam todos que esse número devia assinalar o dia de seu sepultamento!“

Esse fato deu-se em Santana, sendo a santa cruz local a receptora dessa homenagem.




Previsão


Previsão



Enfermara a superiora da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Como se agravasse o seu estado, a avó e a mãe de Antoninho resolveram levar-lhe seu preito de sincera amizade, e para lá se dirigiram em companhia do nosso menino que nessa época estava com cinco anos de idade. Ao entrarem no portão da Santa Casa, a mãe de Antoninho considerou “quem será a nova Superiora quando deixar de existir Madre Agueda!” Antoninho apresentou-se, dizendo “É aquela que vai do lado direito”. Referindo-se a uma das duas religiosas que naquele momento tomavam a entrada principal do Hospital.

Sua mãe, muito admirada, perguntou-lhe: “Como é que você pode saber e ainda mais se aquelas duas irmãs estão de costas!”
Por curiosidade, resolveram então alcança-las. Antoninho que correra adiante tocou com a mão na que lhe parecia, e disse : “É esta”.

A religiosa voltou-se e reconhecendo as recém-chegadas, cumprimentou-as.



Nossa Senhora Com o Retrato de Antoninho da Rocha Marmo 

A mãe de Antoninho disse-lhe: está é Mère Eugenie e já é superiora do Hospital de Taubaté, e depois voltando-se para a religiosa pormenorizou aquele breve incidente. A irmã, a quem Antoninho via pela primeira vez, sorriu dizendo: “Eu estou chegando agora, em visita a Superiora doente”, e discretamente despediu-se. Baldados foram os esforços dos dedicados clínicos da Santa Casa. A Superiora, com grande pesar de todos, veio a falecer. A dor cobriu de luto a benemérita Congregação de S. José e a Santa Casa, que a 26 de agosto de 1923 perdia uma de suas mais dedicadas auxiliares que, na direção do nosso maior hospital, prestara trabalhos de longos anos. A família de Antoninho sentiu muito a falta da boa religiosa. Cada vez que nisso se falava, Antoninho insistia dizendo que a irmã que ele vira no jardim seria a nova superiora. Passaram-se alguns dias, sendo escolhida a nova superiora. A mãe de Antoninho, chamando-o, perguntou-lhe:

“Quem é a nova Superiora!”
- “Ora, mamãe, e Mère Eugenie!”

Todos ficaram surpresos por se realizar o fato conforme a previsão do menino.

Sobre a nova superiora, Antoninho fez algumas revelações que infelizmente deixaremos de reproduzir em respeito ao mesmo que não gostava de se gabar, não gostava de se mostrar. Deixamos esses comentários, para que o nosso menino nós conte quando estivermos UNIDOS NO CÉU!





Pendor profissional 3


Pendor Profissional - III



Um “chauffeur” lidava com a espátula a fim de colocar o pneumático na roda. Antoninho viu-o e, interessando-se por perceber que o “chauffeur” fazia esforços inúteis, aproximou-se e orientou-o de maneira a que fosse bem sucedido.

O homem agradeceu-lhe muito, não se conformando, contudo, de que aquela criança pudesse ter tanta capacidade técnica.

Outras vezes, resolvia casos diversos com grande facilidade. Tudo para ele era de somenos importância o que o tornava algo de grande admiração, por isso o chamavam de MENINO PRODÍGIO.